Aparelho intra-oral auxilia no tratamento do ronco e apnéia

Publicado em: 14/05/2016

 O uso de aparelhos intra-orais vem ganhando destaque no tratamento do ronco e apnéia do sono. A facilidade de adaptação e a eficácia dos aparelhos garantem boa aceitação por parte dos pacientes.
     Conhecidos como posicionadores mandibulares, os aparelhos intra-orais conseguem auxiliar nos casos considerados leves ou moderados. São usados como coadjuvantes da terapia para o ronco e apnéia ou, ainda, quando os demais tratamentos convencionais não apresentam bons resultados.
     Os posicionadores mandibulares trabalham pelo avanço mandibular, afastando e tencionado os tecidos da garganta e aumentando a tonacidade da musculatura da região. Desse modo, impedem que os tecidos da orofaringe colapsem, causando a apnéia. Os aparelhos também devem estabilizar a mandíbula impedindo que ela “caia” durante à noite, o que faz com que a língua se posicione posteriormente, invadindo o espaço aéreo.
     O aparelho é composto de duas placas acrílicas cobrindo dentes superiores e inferiores, que se conectam através de arcos dorsais, que possibilitam a mobilidade mandibular. É um material leve, confortável e que não ocupa o espaço da língua.
     O posicionador não traz nenhuma mudança permanente, seu uso é semelhante ao do óculos, pois só funciona durante a sua utilização. O tempo médio de durabilidade do aparelho é de dois anos a três anos, dependendo dos cuidados e de algumas características individuais como o tipo de saliva e facilidade de formação do tártaro. Após este período, de acordo com o estado do aparelho, deve ser feito um novo posicionador ou, se possível, submetê-lo a uma limpeza através de ultra-som, que em alguns casos pode permitir que o posicionador seja usado ainda por mais algum tempo.
     A eficiência do tratamento de apnéia do sono e ronco com o aparelho está diretamente ligada às características do posicionador mandibular e do paciente que irá utilizá-lo. A correta avaliação do indivíduo e a determinação dessas características, através do exame clínico pelo médico e pelo dentista – cefalometria e polissonografia – é que vão dizer se o aparelho é o melhor procedimento para o paciente ou não.
     Apesar da grande aceitação e eficiência, existem algumas limitações para o uso do posicionador mandibular, tais como:
· Impossibilidade de reter o aparelho na boca: pacientes que têm poucos dentes ou usam próteses extensas, pessoas com problemas periodontais severos ou portadores de prótese total inferior.
· Pacientes muito obesos ou com índice de apnéia muito acentuado precisam ser bem avaliados, pois a perspectiva de resultados é menor. Deve-se optar por outro tipo de tratamento, ficando o aparelho como uma segunda opção ou para ser usado em conjunto com outros tratamentos.
· Nos casos em que o paciente tem problemas na articulação (ATM) da mandíbula (dor, estalos ou desvios). O aparelho intra-oral não é recomendável, já que pode agravar estes problemas.

Fonte: http://www.institutodosono.com.br

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